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Aleijadinho

É praticamente impossível visitar Ouro Preto e não ter contato com uma de suas obras ou, pelo menos, ouvir falar na história de Aleijadinho, o mestre mineiro escultor barroco.

Antônio Francisco Lisboa era o seu nome, mas ficou conhecido como Aleijadinho devido a problemas de saúde que faziam com que perdesse partes do corpo.

Devido às diversas deformidades causadas no seu corpo por uma doença degenerativa, o artista circulava sempre com roupas largas e chapéus que tentava esconder as marcas da doença.

A doença lhe roubou, primeiramente, alguns dedos das mãos. Depois, todos os dedos dos pés e, assim, passou a trabalhar de joelhos. Apesar de não existirem fotos originais e oficiais do artista, conta-se que a enfermidade também lhe deformou o rosto.

Entalhava a pedra com os “cotos” das mãos e conseguia reproduzir em sua obra exatamente o contrário de sua aparência que, aos poucos, ficou grotesca por conta da doença misteriosa, cujo diagnóstico até hoje é desconhecido. Especialistas da saúde sugerem muitas possibilidades para o problema de saúde do artista: de artrite a hanseníase, várias são as hipóteses.

Aleijadinho era filho de um mestre de obras português e sua escrava africana. Nascido em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto, ali passou a maior parte da sua vida e foi na mesmo cidade que ele faleceu.

Algumas fases de sua vida, Aleijadinho passou em outras cidades para realizar diversos trabalhos grandiosos e marcantes como era toda a sua obra. Sabará, Mariana e São João Del Rei também contam com lindíssimas esculturas entalhadas por ele, sem contar que uma de suas obras mais famosas foi realizada na cidade de Congonhas.

Os doze profetas de Aleijadinho formam um conjunto de esculturas em Pedra Sabão feitas no final do século XVIII e estão expostos no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Conhecidos no mundo inteiro, os doze profetas são um dos mais importantes pontos turísticos da cidade de Congonhas.

As obras de Aleijadinho têm predominância do estilo Barroco, mas tem também características do Rococó, tendo em vista que o artista trabalhou com as esculturas justamente na transição entre os dois períodos artísticos.

Em Ouro Preto, temos diversas obras do escultor, entre as quais se destacam: os púlpitos da Igreja São Francisco, a capela-mor e o altar da Igreja de Nossa Senhora das Mercês, os 4 anjos da Igreja de Nossa Senhora do Pilar e os retábulos de São João e Nossa Senhora da Piedade para Igreja de Nossa Senhora do Carmo, entre outras.

Especialistas em arte de todo o mundo afirmam que Aleijadinho mudou a história da arte no Brasil, pois criou um estilo próprio e inigualável que marca cada uma das esculturas que produzia.

Existe um questionamento sobre como Aleijadinho conseguiu produzir tantos projetos. A explicação é simples: à época, era comum que artistas como ele tivessem ajudar para executar seus projetos. Seus funcionários eram artesãos e aprendizes, a quem ele repassava as técnicas ideais para a produção e execução de suas obras e projetos artísticos.

Sua biografia ainda é repleta de dúvidas e questionamentos. Muitos chegam a questionar se o grande artista realmente existiu. As dúvidas sempre voltam à tona, tendo em vista que Dom Pedro II era um dos grandes apreciadores de sua obra.

Para os grandes conhecedores de arte no mundo, a obra de Aleijadinho representa a identidade nacional artística do país, ultrapassa os muros nacionais e evolui de maneira extremamente peculiar. A obra do artista tem diferentes traços sociais, étnicos e culturais de forma sutil e leve, mas encanta aonde quer que seja vista.

Um grande atrativo para quem estiver em Ouro Preto é fazer uma visita o Museu Aleijadinho. Localizado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, conta com mais de 250 peças, algumas delas muito famosas, como São Francisco de Paula em pedra sabão, além de documentos e até partes do corpo atribuídas ao artista. É importante contatar o museu com antecedência para maiores informações sobre funcionamento, horários e valores de entrada.

Ouro Preto promove, ainda, a “Semana do Aleijadinho”, normalmente na segunda semana do mês de novembro, com eventos, encenações, exposições, manifestações, palestras, muita homenagem e muito conhecimento sobre a vida e a obra do artista.

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